sábado, 18 de setembro de 2010
Enquanto isso em Moscou
Uma linda garotinha olhava pela janela velha de uma grande mansão. Seus olhos, meios vesgos olhavam para os primeiros pequenos pingos de neve que caia. Já passava da hora de dormir, mas o barulho não se calava. Era sua mãe e seu pai brigando no quarto deles mais uma vez. Era de madrugava e eles insistiam em brigar, logo durante a madrugada. Ela resolveu levantar da sua cama e ir até a janela ver a neve cair. Acalma-va e ela não escultava a mãe, Mona gritar para o pai Dimitri, que ela não aguentava mais viver naquela casa antiga que os avos tinham deixado para ele. A casa era enorme, com três andares e varios quartos enfestados de poeiras e que no qual Ania passava seus longos dias de ferias do colegio interno desvendando as histórias dos avós. Mas Ania que passava todos os dias cuidando daquela casa enorme e tentando fazer ela ficar abitavel, não estava tão satisfeita assim. Talvez porque Mona era brasileira e estava com saudades dos pais. Mas ficar ali, Mona não aguentava mais.
- O que você está reclamando Mona? - Diz a voz forte de Dimitri em russo.
- Do que estou reclamando? Não é você que deve ficar o dia todo com esses empregados que mais parecem fantasmas.
- E sua filha? Não é ninguém para você? Você me pediu para traze-la do colégio para casa. Eu trouxe, não foi?
- Você tá querendo dizer que é um grande presente que você me deu, deixando uma mãe ver sua filha pelo menos nas férias.
- Não vamos começar com isso de novo Mona. Nos aceitamos coloca-la num colégio interno.
- Nos aceitamos? "Minha família sempre estudou em colégios internos. E é assim que deve ser com nossa filha também." - diz Mona imitando a voz do marido. - Seus pais praticamente disseram que iria tirar a Ania de mim se não colocasse ela naquele maldito colégio.
- O que você quer fazer então Mona? Voltar pra casa dos seus pais naquele país que mais parece Gomorra?
- É isso sim que quero fazer. E aposto que você não vai se importar de eu levar a Ania comigo. Quer ver ela longe mesmo. E sempre sonhou em voltar a ser o rico, solteiro mais cobiçado da Russia.
- Então volte para lá. Mas volte agora!
Meia hora depois um taxi parou na porta da antiga mansão dos Hugh. Ania e sua mãe Mona Lisa Hugh Eliz, entrava no carro com apenas três malas e ia em direção ao aeroporto de volta ao Brasil e a casa dos pais.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário