- Esse vai ser o seu quarto Mona. Vamos ver o de Ania?
- Não mamãe. Pelo menos nos primeiros dias eu quero que Ania durma comigo. - Diz Mona sentando na cama com a filha.
Marilia sem graça se senta também.
- Então está bem. - Ela sorri para a filha e depois o sorriso se desfaz e Marilia vira-se para Jonas.
- Jonas, porque não leva a Ania para conhecer o jardim. Ela vai adorar. Chame a Lúzia para vir arrumar as malas da minha filha no closed.
- Sim senhora. - O homem vai levando a menina. E Marilia vira-se para a Mona.
- O que foi que ouve?
- Não ouve nada mãe. Apenas cansei daquela vida. Não nasci para ser madame.
- Demitri te fez alguma coisa?
- Ele não me fez nada.- Diz Mona se levantando. - Ele colocou a Ania num colégio interno. E eu não tive escolha. Se quisesse ter minha filha perto de mim, teria que traze-la para o Brasil.
- E o Demitri concordou com isso?
- Ele nunca gostou de ter uma família mamãe. Tudo que ele queria era voltar a ser solteiro.
- Estou perguntando se ele ficou sabendo disso.
- Ficou. Mas tenho mais medo de quando os pais dele saberem.
Longe dali em Moscou um telefone toca enquanto Demitri está no banheiro. Ele sai apressado do chuveiro com uma toalha se enchugando quando uma linda empregada entra no quarto com o telefone a mão e se assusta ao vê-lo de toalha e fecha os olhos.
- O senhor Hugh. Mil perdões. É que seu pai está no telefone.
- Não se preocupe Margareth. Sou um homem solteiro agora. - E sem vergonha nenhuma solta a toalha no chão e pega o telefone na mão da empregada. Ela assustada sai correndo do quarto. E ele fica com o telefone.
- Alô? Pai?
- Demitri, o colégio ligou. Mona cancelou a matricula de Ania.
- Sim pai. Ela cancelou.
- E você deixou isso?
- Ela não é mais minha esposa. Nos vamos nos separar.
- Mas Ania continua a ser uma Hugh.
- Ela também não é mais minha filha.
- Sim Demitri. Um Hugh nunca deixa de ser um Hugh. Quero minha neta naquele colégio até segunda feira. Se não eu terei que tomar minhas medidas.
- Ela voltou para o Brasil papai. E não vou atrás delas. Se vocês quiserem irem atrás, podem ir. Eu tenho coisa melhor a fazer. - Diz ele olhando maliciosamente para a empregada que olhava pela porta entreaberta para Demitri. Ele desliga o telefone e abre a porta.
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