segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Felicidade e tristezas

O fogo crepitava na fogueira recém-feita. O vento frio fazia as ondas baterem na areia. E barulho de baleia ao longe se ouvia. Por um segundo aquele pesadelo parecia um sonho. Sem a chuva agora só tinha a calma e uma linda mulher do seu lado. Para Julio não parecia tão mau assim dormir ao relento.
Diana com um sorriso longo fala:
- Esse barulho é do que estou pensando?
- O que? Os sapos?- Diz Julio rindo sabendo do que ela estava falando.
- Não seu bobo...- diz ela dando uns tapinhas em Julio.
- São baleias sim. - Os dois tentam olhar ao longe no horizonte se encontrava algum sinal de que denunciasse a presença delas além do barulho. Mas nada. Apenas se via o sol começando a nascer.
- Eles vão nos procurar. Não vão Julio?- Diz Diana com medo. Julio se aproxima e abraça Diana.
- Sim Diana. Não se preocupe minha linda e bela enfermeira.
Os dois ficam ali. Juntos apenas esperando o sol nascer para começar a fazer alguma cabana. Hoje eles tiveram muita sorte. Não se sabe se vão ter amanha.

Longe dali. Na mansão da família Eliz. Um táxi se aproximava. Era Mona com sua filhinha. Que chegava feliz no banco de trás mostrando para Ania os campos verdes antes de chegar a mansão. Mas seu sorriso se desfaz ao ver uma viatura de policia e um policial conversando com dois idosos que depois de doze anos longe era difícil de reconhecer que eram seus pais.
Ela sai do taxi assustada e abraça os pais.
- Mamãe!!! Papai!!!
Marilia arregala os olhos não acreditando no que via.
- Mona Lisa!
- Querida. - Grita os pais. Correndo e abraçando-a.
- O que faz aqui? - Fala a mãe a beijando.
- O que ouve? - Pergunta o pai a abraçando.
- Larguei do Demitri. Eu e Ania vamos morar com vocês a partir de hoje. - Ela olha para o policia que se sentia constrangido. - Mas o que está acontecendo?
- Seu irmão o Julio. - Diz o pai deixando uma lágrima cair.
- O iate dele não voltou para o cais hoje de manhã. Perderam contato com o radio e já começaram as buscas. - Diz o policial.
- Obrigado Ronaldo. Obrigada por ter vindo você mesmo. - Diz Marilia sorrindo para o rapaz.
- Que isso dona Marilia. Não estou fazendo mais do que minha obrigação. Vocês ajudaram muito minha família quando meu pai morreu.
- Vamos Ronaldo. Quero acompanhar as buscas de perto. - Diz Mário já chamando o mordomo com um aceno das mãos. - Fale para o Willis trazer o carro. Vamos ao aeroporto.
- Depois venha buscar as malas de Mona. Eu ficarei aqui e você me contará essa história direitinho. - Marilia olha para a menina e mais lágrimas caem dos olhos. - O meu Deus. Essa é Ania?
Marilia abraça a neta que meio tímida retribui o abraço. Era felicidade e tristeza muito juntas. Era difícil de separar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário