domingo, 19 de setembro de 2010

Primeira hora na ilha


Julio abre os olhos. Seu corpo parecia que estava queimando. Sua bochecha recostada na areia com água salgada entrando e saindo dela parecia que era até um ser vivo. O vento frio parecia também queimar suas costas nuas. Alguns pontos de suas costas ardiam mais do que os outros. Estava machucado? Julio ainda de olhos fechados temia que tipo de machucado seria. Prefiria ficar ali deitado na areia e em meio as pedras e gravetos. Ele tinha medo de que se mechece descobrisse mais um dolorido corte. Mas de repente Julio se lembra de Diana. Ele abre seus olhos. A primeira coisa que pode definir em meio ao embassado, era árvores, coqueirais enormes nascendo da areia da praia e mais ao fundo vastas árvores que Julio não conseguia definir do que era. A água, graças as ondes, chegava até mais longe do que ele pensava. Estava de manha, o tempo ainda nublado e varias núvens. Ele levanta os olhos ainda deitado na areia e vê a areia contornando a praia e subindo sobre a floresta. As águas rebatiam nas pedras  como cavalos de corridas. Ele se levanta desesperado por não ver sinal de Diana. E sente mais uma pontada enorme nas costas. Mas levantar dessa rapides fez ele se despreocupar. Qualquer machucado que tenha tido, foi só na pele. Se tivesse machucado o osso iria doer muito mais.
Julio caminha pela areia atordoado. Não tinha dado tempo dele colocar seus sapatos antes do Iate virar com as brutais ondas da tempestade. Sua camiseta se rasgou quando Diana se agarrava para não se afogar. Ela poderia estar morta. E Julio tinha que aceitar isso como uma hipotese.
Ele cai sentado na areia. E respira fundo. Não conseguia respirar direito. Talvez pelo desespero. Talvez tenha machucado algo por dentro... não. Não podia pensar assim. Se pensasse assim não daria conta de se livrar dessa enrascada. Ele respira fundo. Passa a mão no rosto para tirar a areia groça da cara e grita o mais alto que pode:
- Diana!!!!
Ele respira forte. Se levanta e grita mais uma vez colocando a mão contra a boca.
- Diana!!!
Para seu alivio uma voz doce calma aparece atrás de Julio.
- Julio? O meu Deus Julio! - Julio se vira. Ela estava ali. Depois de um nalfragio a visão mais sedutora do mundo. Estava molhada e exausta e apavorada, mas estava linda.
- Você está bem Diana? - Pergunta Julio sem querer acreditar que ela tinha saido de uma barco de cabeça pra baixo sem nenhum arranhão.
- Eu estou. Mas suas costas Julio....- Diz ela apontando para as costas de Julio. Demonstrando que o motivo de seu apavoramento já não era pelo barco virado. E sim pela terrivel dor que ele estava sentindo nas costas.
- O que foi? - Pergunta ele também ficando apavorado. E tentando ver alguma coisa nas suas costas. Coisa que era impossivel. Diana com agunia se aproxima dele e fala:
- Fica parado! Por favor! - Ela com suas mãos geladas puxa ele para se sentar numa pedra grande que dava exatamente como um banco. - Eu vou tentar dar um jeito. Nem está tão feio assim. Meu Deus.
Julio resava para esse Meu Deus fosse por causa do barco. E que a falsa tranquilidade que ela insistia em fingir dinate de suas costas fosse pelo menos um pouco verdadeira.
Diana rasga um pedaço de sua calça e molha na água das ondas do mar e coloca no machucado. Uma dor ensuportavel correu nas costas de Julio. Diana isterica também grita...
- Ai ai ai... desculpa Julio. Esqueci que era água salgada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário